Paula, Jeane e Camila .. “Reativação e Inserção da comunidade na Biblioteca Olavo Bilac”

Projeto “Reativação e Inserção da comunidade na Biblioteca Olavo Bilac”

Alunos participantes do projeto:

  • Paula Castro, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia
  • Jeane Silva, bacharel e Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia
  • Camila Signorini, licenciada em Pedagogia
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Paula

Tudo começou quando Paula, Camila e Jeane fizeram uma oficina de elaboração de projetos culturais no Memorial da Classe Operária – UGT, em Ribeirão Preto. Através desse projeto a Paula teve acesso uma grande listade bibliotecas públicas de Ribeirão Preto que estavam desativadas, e comentando coma colega de curso Jeane Silva e a Camila Signorini do curso de pedagogia, resolveram juntas elaborar um projeto que tivesse como objetivo central reativar uma dessas bibliotecas públicas.

Foi assim que surgiu o projeto “Reativação e Inserção da comunidade na Biblioteca Olavo Bilac” desenvolvido no período de fevereiro de 2013 a novembro de 2013, projeto este contemplado no Edital n.º 011/2012 do Programa de Incentivo Cultural 2013 da Prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura de Ribeirão Preto.

A Biblioteca Municipal Olavo Bilac foi inaugurada em 2003, na Administração Regional da Vila Tibério, como parte integrante do Programa Ribeirão das Letras, 1233603_1407588632801531_1921006809_nque tinha como objetivo incentivar a leitura na cidade de Ribeirão Preto/SP. A Paula me contou que mesmo a biblioteca desativada até intervenção do projeto contemplado pelo PIC 2013, ela possuía um acervo com livros bem conservados, boa localização, pois fica próxima da área central da cidade e uma estrutura física passível de reativação a partir de políticas públicas e projetos adequados. Atualmente, a biblioteca possui um acervo de aproximadamente 1.700 ex emplares, que em sua maior parte é composto por doações de moradores do bairro e sujeitos que utilizam os serviços (assistência jurídica, IPTU, CPFL,37105_1407588726134855_1722482965_n Departamento de Água e Esgoto, dentre outros) da Administração Regional.

Segundo Paula, “A intenção era construir um espaço de referência de propagação do saber e do ensinar, ofertando aos seus frequentadores um meio de acessar as fontes de informações e também proporcionar um local para divulgação e propagação de manifestações culturais da comunidade local. A proposta tinha como objetivo fazer com que os sujeitos se sentissem pertencentes ao espaço, reconhecendo a necessidade de manter o funcionamento do local, assim como atividades que ocupem o mesmo, aproximando a comunidade deste espaço da Biblioteca.”

Junto com a organização física da biblioteca houve uma preocupação com a organização de oficinas e atividades culturais, como entre outras: aula do livro (literatura para vestibular), oficinas de e arte atividades diárias com as crianças e mostra cultural. Assim foi desejado por elas, 1411_1436486413245086_17367765_naproximar a comunidade do espaço cultural, tornando ele um meio de lazer, conhecimento e aprendizagem. Paula me mostrou números que demonstra que os frequentadores da bibliotecas aumentaram entre os meses de Setembro e Novembro de 2013, e que o público predominante foi o infantil, com crianças entre de 3 a 12 anos e todas matriculadas em escolas públicas.

Hoje após a finalização do projeto, a Biblioteca continua ativa aos cuidados de uma pedagoga voluntária e funcionários públicos da Administração Regional da Vila Tibério que não são formados na área de Biblioteconomia. Elas acreditam que esta preocupação em manter a biblioteca ativa deveu-se a todo o processo de reativação que proporcionou a ocupação do espaço por parte do público.

Em “off” a Paula me contou que existe hoje mais de 80 bibliotecas desativas em Ribeirão Preto.  

Site da biblioteca http://bibliotecaolavobilac.wix.com/biblio e Facebook https://www.facebook.com/olavo.bilac.5815?fref=ts.

O Professor José Eduardo Santarem Segundo, coordenador do Curso de Ciências da Informação e da Documentação, da USP de Ribeirão Preto, onde Paula e Jeane foram alunas, entende que este projeto caracteriza muito bem o papel social que a Universidade de São Paulo tem em formar profissionais integrados com a comunidade e principalmente com causas sociais importantes como o saber e a leitura. Diz ainda que a atitude das alunas mostra o lado empreendedor que o curso tem discutido muito nos últimos anos.

Entrevista feita por Ana Santana, em 26/01/2014

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