Carlos “Maozinha” Gomes… Construindo uma carreira nos Estados Unidos da América

  • Carlos Ney Nunes Gomes, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia  – USP/Ribeirão Preto. Mestrando na University of Southern Mississippi.

Nesse post, Carlos ou “Maozinha” como é mais conhecido, vai contar sua experiência fora do Brasil. Em abril de 2011 ele mudou-se para Mississippi onde a partir de um trabalho voluntário, passando por um projeto remunerado, conseguiu uma vaga permanente de trabalho e foi aprovado no mestrado.

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Carlos

“Hey Y’all!

Welcome to the South.

Me mudei para o Mississippi em Abril de 2011. Minha esposa, Dr. Ana Carolina Taveiros Palei, foi convidada para fazer seu Pós-Doc na University of Mississippi Medical Center em Jackson, Capital do estado. Mesmo tendo alguns brasileiros na região, muitos por conta da UMC, é um choque de cultura tremendo.

E eu que achava que sabia falar inglês! O sotaque aqui no Sul é extremamente carregado e cheio de vícios de linguagem. Pedir um hambuger nunca foi tão difícil.

Mas apesar de tudo, o lugar merecia o esforço. Fomos muito bem recebidos tantos por brasileiros quanto por americanos. Aos poucos fomos nos acostumando com a dura rotina. E que rotina, longe da família, dos amigos, de tudo que você está acostumado a comer, comprar e beber. Mas perto de tudo aquilo que você pedia para os amigos trazerem quando eles vinham para Orlando (lugar maneiro alias, estivemos lá em 2011).

Uma das primeiras providências que tomamos foi arrumar uma televisão. Parece que não, mas TV ajuda muito no aprendizado. E sobre aquela história de ficar longe de brasileiros quando você quer se inserir na cultura local e aprender a falar fluente, bem, em partes é verdade. Mas lembre-se, se for ficar mais de 3 meses, quem vai te ajudar são os conterrâneos. E de uma forma ou de outra, eles também te ajudam a matar as saudades da terrinha.”

Visto e Emprego

“Eu e minha esposa viemos pra cá com um visto J1 para ela e J2 para mim. Esse visto permite que você estude e trabalhe. No meu caso (J2), eu preciso de uma autorização para poder trabalhar. Esse autorização é conhecida como EAD (Employment Authorization Document) e demora pelo menos 100 dias para conseguir. E sempre, sempre empata sua vida.

Após um mês eu consegui um emprego (sem registro) numa gráfica graças a um brasileiro amigo meu. Trabalhei lá entre Maio de 2011 e Junho de 2013. Nesse meio tempo me inscrevi no programa de voluntariado do Mississippi Department of Archives and History. E é aqui que está toda a diferença. Fazer trabalho voluntário num dos mais importantes Departamentos de Arquivos foi praticamente a única maneira de mostrar meus conhecimentos e conseguir o emprego.

Trabalhei como voluntário por mais ou menos um ano. Era uma jornada de três vezes por semana,três horas por dia. Minhas atribuições eram: preparar inventários, ajudar o curador a processar coleções visuais e fotografar eventos relacionados ao departamento. Não demorou e eles me ofereceram um projeto remunerado. Por três meses trabalhei no projeto de digitalização da Coleção de Moreau Chambers financiado por um Grant (bolsa) específico para preservação da história dos Nativos-Americanos. Chambers foi um arqueólogo que fez inúmeras escavações no Mississippi a procura de relíquias indígenas.

Após 3866 imagens digitalizadas em pouco menos de três meses, fui convidado a assumir uma vaga permanente de digitalizador na “Image and Sound Division” como “Optical Imaging Operator”. E esse oferta veio na hora certa pois meu filho Arthur estava pra nascer.

Meu trabalho, agora oficialmente estatutário, se divide basicamente em: verificar o que será escaneado; as condições do documento ou fotografia; qual equipamento será usado (scanner de mesa epson 10000 XL ou o Zeutschel 300). O primeiro é usado para documentos e fotografias de tamanho regular. O segundo é usado para mapas, fotografias e documentos de tamanhos acima da média e livros.

Nosso próximo passo agora no Image and Sound é a aquisição de duas máquinas fotográficas e de um book drive da Atiz. Teremos de esperar o fechamento do ano fiscal em Junho para saber se poderemos adquirir.

Dentre inúmeros artigos que já digitalizei, entre fotos, documentos e pôsteres, os que mais me chamaram a atenção foram:

  • um documento oficial assinado por George Washington;
  • algumas fotos de Martin Luther King, Edgar Evers e outros líderes dos Movimentos de Direitos Civis Americano nas décadas de 40, 50 e 60.
  • Documentos referentes a luta pelos direitos civis no Mississippi
  • E as fotos feitas pelo FBI dos corpos dos estudantes James Chaney, Andrew Goodman, e Michael Schwerner, mortos durante o Freedom Summer de 1964. Esses assassinatos formam o enredo do filme “Mississippi em Chamas” de 1988. Vale a pena assistir.”

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    Equipe Image and Sound

Mestrado e Vida

“Quando ainda estava como voluntário no Departamento, eu apliquei para o Mestrado na University of Southern Mississippi. Fui aceito em Janeiro de 2013. Antes de fazer as disciplinas regulares do curso, decide obter o Certificado de Especialista em Arquivos e Coleções Especiais. Estou cursando o último Semestre e logo obterei o título. Provavelmente no Outono de 2015 eu inicie as matérias do Mestrado. Esse meio tempo é necessário para que eu possa obter algum scholarship. Não é nada fácil pagar o mestrado no valor integral.

Bem no mais, a vida no Mississippi corre como o rio, suave e sem pressa. Não há muito o que se fazer por aqui. De vez em quando tem um show aqui ou em alguma cidade perto. A cidade está à três horas de Memphis e três horas de New Orleans. E a seis horas de Atlanta, onde há um consulado brasileiro. Eu vi Robert Plant tocar em Clarksdale de graça. Fui aos shows de: Kansas, Bryan Adams (por causa da Carol), Coheed and Cambria, Slayer, Motorhead, Slipknot, Anthrax, White Chapel e Garth Brooks. Em Maio eu vou ao show do Rush em New Orleans e em Agosto irei a Boston para ver o ACDC.

Como vocês podem ver, tenho uma certa paixão por musica. E essa paixão pela musica me levou a um novo hobbie, a coleção de discos de vinil. Há uma loja a 25 milhas da minha casa que se chama The Little Big Store, com mais de 100 mil discos, CDs e memorabillia usados. Quando vou pra lá, gasto pelo menos uma tarde escavando discos velhos. É com certeza meu lugar favorito no Mississippi.

Bom, por agora é isso. Espero receber a visita de algum cidiano em breve.

Abraços a todos.
Carlos Gomes”

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Carlos “Maozinha” e o filho Arthur.

A coordenação do Curso de Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia da USP de Ribeirão Preto, aproveita para parabenizar o aluno Carlos Gomes “Maozinha”, pela sua jornada nas terras do Tio Sam e pela sua atitude empreendedora e pró-ativa, que tem gerado frutos em sua vida profissional e pessoal. Desejamos todo sucesso em sua carreira na América do Norte!!

O blog agradece ao aluno “Laudo Kiyohiro Natsui” pelo contato e por colaborar para que esse post pudesse ser produzido.

Entrevista feita por Ana Santana, em 20/04/2015.

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Gabriele, Isabela, Jessika, Mariane e Vânia … o caminho de jovens pesquisadoras em Ciência da Informação.

O post desse mês é mais que especial, após apresentação dos trabalhos de conclusão de curso da IX Turma de Ciências da Informação e da Documentação, USP Ribeirão Preto uma sequência de boas notícias vieram em seguida, a aprovação de 5 alunas da turma no mestrado em faculdades públicas do Estado de São Paulo.

A quatro anos atrás, essas meninas que tinham entre 17 e 18 anos adentravam a Universidade de São Paulo para iniciar sua trajetória na Graduação, provavelmente nenhuma delas tinha ideia que a pesquisa seria o caminho a seguir. Pois bem, passados os quatro anos, recebem seus diplomas de graduação já aprovadas em processos seletivos para cursarem mestrados de excelência a partir de 2015.

Em seguida você poderá acompanhar a trajetória dessas dedicadas e promissoras jovens pesquisadoras na busca pela vaga, da preparação, confirmação da vaga e expectativas pra essa nova fase acadêmica! E o melhor, contada por elas mesmas ..


  •   Gabriele Maris Pereira Fenerick, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia  – USP/Ribeirão Preto. Mestranda em “Dimensões Sociais da Ciência e Tecnologia” do Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade – PPGCTS – da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar.

“Como a maioria 999021_495510287183932_1465272580_ndos universitários, ao perceber que caminhava para o término do curso de graduação me senti um pouco indecisa em relação a qual caminho seguir. Penso na possibilidade de fazer mestrado desde o 2º ano de faculdade quando iniciei minha I.C. e percebi que eu me identificava com o campo acadêmico. Nesse meio tempo, tive conhecimento do processo seletivo do Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade – PPGCTS – da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, e me inscrevi na linha de pesquisa “Dimensões Sociais da Ciência e Tecnologia”. Assim, procurei orientação para me inteirar sobre as fases do processo seletivo. Basicamente, a seleção para pós-graduação consiste em quatro fases: 1- Aprovação de projetos; 2 – Avaliação de Inglês; 3 – Avaliação da bibliografia específica; 4 – Entrevista. Em dois meses de preparação, acredito que um dos fatores predominantes foi me sentir segura com a bibliografia. Para isso, acho importante destacar alguns pontos:

  • Peça uma segunda opinião sobre o seu projeto e padronize-o conforme o edital;
  • Separe seus documentos com antecedência e os confira antes de enviar a inscrição;
  • É importante ter em mãos toda a bibliografia pedida, seja impressa ou digital;
  • Determine quanto tempo diário você pretende se dedicar aos estudos de acordo com a sua rotina e seja disciplinado;
  • Escreva, leia e escreva de novo;
  • Nunca fique com dúvidas. Procure vídeos, resenhas, críticas e pontos de vista;
  • Procure conversar com quem já passou por esse tipo de processo seletivo;
  • Tente ficar calmo durante a entrevista e mostre conhecimento sobre o seu projeto, além de enfatizar a importância do mestrado na sua carreira.Em março 2015 vou iniciar o mestrado acadêmico na PPGCTS da UFSCar. Incentivo a tentativa aos futuros formandos. Se você pretende se especializar em algum seguimento ou seguir carreira acadêmica, o mestrado é uma ótima opção de amadurecimento. Informe-se e arrisque-se.”

  • Isabela Pereira do Rego, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia  – USP/Ribeirão Preto. Mestranda em Ciências da Informação do Programa de Pós-graduação em Ciências da Informação – UNESP/Marília.1796698_807138975966595_976468362_n

“Olá pessoal, sou Isabela e passei no mestrado em Ciências da Informação na UNESP, Campus de Marília, minha linha de pesquisa escolhida foi “Informação e Tecnologia”, por já estar inserida neste meio para realização do meu TCC, portanto, sendo uma continuação nos estudos desta área. Na verdade fazer mestrado sempre esteve em meus planos, entendo que hoje o profissional precisa buscar cada vez mais conhecimento e aperfeiçoamento para atender o que o mercado de trabalho exige. Comecei a pesquisar sobre o mestrado no meu último ano de faculdade, optei pela UNESP, Campus de Marília, por estar como referência na área, onde oferece 03 linhas de pesquisa, as quais abrangem as principais áreas de conhecimento em Ciências da Informação. Como já havia desenvolvido meu TCC relacionado à área de tecnologia, não foi difícil escolher entre as linhas de pesquisa. A partir desta definição, procurei pesquisar melhor sobre a linha de tecnologia e os professores que faziam parte desta. Desenvolvi meu projeto (o que não foi fácil), pois tive muita dificuldade em definir um tema para abordagem, e com ele montar o projeto. Foram muitas pesquisas, leituras e levantamentos de dados, antes do projeto ser desenvolvido. Com o projeto pronto me preparei nos estudos para a prova de mestrado, o qual contou com 03 fases: Prova de Proficiência em Língua Estrangeira (eliminatória); Avaliação dos projetos, dissertações e Currículos Lattes; Prova escrita e Arguição sobre o Projeto de Pesquisa/Entrevista individual. A cada fase uma expectativa! O resultado de todo o processo me trouxe muita alegria por dar continuidade naquilo que eu já planejava, sei que o mestrado me exigirá muito mais responsabilidades e isso é muito bom para meu crescimento e amadurecimento, me proporcionando uma visão maior sobre o potencial do profissional em Ciências da Informação. Uma frase que levo sempre comigo: “Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.” Chico Xavier. Um grande beijo, Isabela Pereira do Rego


  • Jessika Fernanda Toledo, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia  – USP/Ribeirão Preto. Mestranda em Gestão e avaliação de tecnologias em saúdePrograma de Mestrado Profissional em Gestão de Organizações de Saúde – da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP.

Euu“A minha trajetória em uma universidade iniciou-se em 2011, quando ingressei no curso de Ciências da Informação, da Documentação e Biblioteconomia, oferecida pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. Onde obtive a conclusão com êxito do curso no final de 2014. Foi nesse mesmo período, final do ano passado (2014), que resolvi participar do processo de seleção para o Programa de Mestrado Profissional em Gestão de Organizações de Saúde, oferecido pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, também na Universidade de São Paulo. Eu estava disposta a tentar uma vaga, especificamente com foco nesta área de estudo, depois de ter pesquisado sobre o programa e ter conversado bastante com um veterano que também está fazendo mestrado lá. Interessei-me muito, e a partir dai me dediquei para a preparação de tudo que estavam solicitando naquele edital. Meu tempo era muito curto, pois estava tão focada na elaboração do meu Trabalho de Conclusão de Curso, que acabei deixando para ir atrás de tudo logo quando lançaram o edital do programa. Dessa forma, mesmo com o tempo muito pequeno, eu não desisti, a principio fui atrás imediatamente de um professor para ver se ele estava disposto a me orientar durante o período do mestrado, e logo em seguida me dediquei exclusivamente para a elaboração do Projeto de Pesquisa que devia obrigatoriamente estar dentro das linhas de pesquisa que o programa exigia (Gestão de redes organizacionais de atenção à saúde ou Gestão e avaliação de tecnologias em saúde), posteriormente realizei a prova escrita e depois participei de uma arguição (entrevista). No final de todo esse processo, e por incrível que pareça, no mesmo dia que apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso recebi a notícia que fui aprovada no programa de mestrado. Fiquei muito feliz com o resultado, ainda mais porque após o término da minha graduação já ingressei diretamente num programa de pós-graduação em uma das maiores universidades da América Latina, no qual me sinto orgulhosa e com grande expectativa de aprofundar os meus conhecimentos nesta universidade.”


  • Mariane de Souza, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia  – USP/Ribeirão Preto. Mestranda em “Apropriação Social da Informação” do Programa de pós graduação em Ciência da Informação – PPGCI – da Escola de Comunicação e Artes da USP.

“A minha primeira IMG_20150102_235612experiência e contato com o universo da pesquisa e da escrita científica se deu durante a graduação. Além dos trabalhos e seminários que foram desenvolvidos ao longo do curso, foi durante a realização da iniciação científica, que eu comecei a construir minha identidade e a tomar gosto pela pesquisa. A CI como uma ciência abrangente e que pode ser percebida em tantos lugares, me possibilita uma construção híbrida de identidade científica, e esse foi um dos principais fatores que me motivaram a seguir estudando. O processo seletivo do qual fiz parte foi o da Escola de Comunicação e Artes da USP. Esse processo, como acredito ser a maioria dos processos seletivos de mestrado, foi muito extenso e, principalmente, denso. O ano que me preparei para a prova de mestrado, fazendo as leituras que seriam exigidas, foi o último ano da graduação no qual eu estava fazendo, simultaneamente, leituras que me ajudaram a tecer meu trabalho de conclusão de curso. Portanto, foi um ano marcado por muita leitura, escrita e, no final, muita emoção e alegria! Sem dúvida, minha formação durante a graduação foi fundamental para absorver as leituras que eu estava fazendo. Muito do que foi exigido no processo seletivo do PPGCI, foi apresentado, ao longo dos quatro anos, pelos docentes do curso de Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia da FFCLRP. As minhas expectativas em relação ao futuro e ao mestrado são positivas, o caminho não será fácil, mas tenho certeza que será gratificante!”


  • Vânia Lucia Coelho, bacharel em Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia  – USP/Ribeirão Preto. Mestranda em “Dimensões Sociais da Ciência e Tecnologia” do Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade – PPGCTS – da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar.

natal1“Ao longo da graduação, mais especificamente de 2012 a 2014, fui bolsista de iniciação científica financiada pela FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Com um projeto chamado “Blogs: arquivos que se abrem com clique”, dei início aos meus estudos científicos em torno de redes sociais. Fui orientada pela professora Lucília Maria Abrahão Souza, integrei um grupo de estudos em análise do discurso coordenado por ela e, durante os dois anos de vigência da bolsa de pesquisa, participei de inúmeros eventos e tive em torno de três publicações: duas em livros publicados pelo grupo de estudos em AD e uma em periódico científico. Meu interesse por redes sociais, disseminação e organização da informação na web permaneceram. Porém, após a vigência da bolsa de iniciação científica, passei a apurar o olhar para uma área de pesquisa que até então não conhecia e que teria muito a contribuir para os estudos em informação: a área de sociologia do conhecimento. Com auxílio da professora Márcia Regina da Silva, criei o projeto “Instituto ciência hoje: mediação, circulação e apropriação de informações científicas por meio de redes sociais”, com o qual tentaria o mestrado na UFSCAR. Da inscrição até a prova discursiva, me preparei estudando os textos que constavam no edital (textos de Latour e Bordieu) e fazendo o TEAP – exame de proficiência em inglês. Após isso, participei da arguição do projeto e da entrevista – momento um pouco mais tenso pra mim, mas que no final me trouxeram o êxito de ser aprovada no PPGCTS – Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade, mais especificamente na linha de pesquisa “Dimensões sociais da ciência e da tecnologia”. Me sinto muito feliz e realizada por poder dar continuidade aos meus estudos científicos e contribuir para a área de pesquisa de que tanto me interesso e que tanto ainda tem para crescer: a área de estudos em Informação.”

O professor José Eduardo Santarem Segundo, coordenador do curso de Graduação em Ciência da Informação e da Documentação da USP de Ribeirão Preto, referenda o sucesso das alunas dizendo que o esforço empreendido durante a graduação foi decisivo para que conquistassem o gosto pela pesquisa e a vaga direta no mestrado. “Um curso de graduação tem o objetivo de preparar para a vida, de dar uma carreira, não é objetivo exclusivo de um curso formar o aluno para a carreira acadêmica, mas sim apresentar vários caminhos a serem seguidos. Me sinto feliz e tenho certeza que esta alegria é compartilhada pelos outros docentes, certos que cumpriram seu papel ao ver o sucesso dessas alunas e de outros alunos que adentram ao mundo da pesquisa iniciando seus mestrados tão logo terminam a graduação.”

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Da esquerda pra direita: Je, Isa, Vânia, Mari e Gabi.

Entrevista feira por Ana Santana, em 20/02/2015.