João Guilherme…. Empreendedorismo e inovação: trajetórias e a Escola de Inventor

Origens…

Tenho 32 anos, sou natural de Araçatuba-SP e moro em Ribeirão Preto há 21 anos. Em 2004 iniciei o curso de Administração de Empresas e Agronegócios pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), mas foi na USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão que encontrei o que seria a minha vocação ao cursar  o CID (Biblioteconomia e Ciências da Informação e da Documentação) e perceber o potencial existente na mediação de cultura tecnológica  via projetos baseados em educação ativa para crianças, jovens e adultos.

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Trajetória Profissional e Acadêmica

Iniciei minha carreira no setor financeiro, prestando serviços para bancos de Midle Market como BV Financeira e Bango GE, com foco em financiamento de veículos e crédito consignado. Em 2011 decidi mudar minha carreira de rumo, visando trabalhar com as áreas de tecnologia e inovação, que me despertavam maior interesse. O primeiro passo foi me atualizar academicamente, e para isso entrei no CID e passei a estudar o mundo das startups e da  gestão da propriedade intelectual dentro da academia por conta própria, o que me levou a enveredar peloa caminhos percorridos pela inovação no Brasil e no mundo.

Em 2014 passei a trabalhar com  o Dr. Nelson Marineli Filho na condução de projetos de inovação setoriais FINEP para grandes empresas da região.

Atualmente sou analista de inovação da empresa WTA (www.wtavet.com.br), onde coordeno projetos junto a FAPESP/PIPE e ao CEPID/Hemocentro de Ribeirão Preto na área de células-tronco, além de trabalhar em projetos de internet das coisas voltada a pecuária de precisão junto ao CESAR (www.cesar.org.br).

Sou um dos fundadores e diretor da Escola de Inventor (www.escoladeinventor.com.br) uma escola de inovação focada no desenvolvimento de métodos ativos de aprendizagem para o ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática para crianças, jovens e adultos.

Obs do Blog: A Escola de Inventor foi tida como uma das 20 startups mais atraentes do mercado!!!

Veja em: http://escoladeinventor.com.br/escola-de-inventor-eleita-uma-das-20-melhores-startups-mais-atraentes-para-o-mercado/

Pesquisa Científica…

Meu primeiro projeto na área, foi realizado sob a orientação do Prof. Dr. André Lucirton Costa da FEARP/USP, tendo sido apoiado pela Agência USP de Inovação através de sua Bolsa Empreendedorismo. A bolsa possibilitou minha mudança para Portugal, onde realizei pesquisas na Universidade Nova de Lisboa, durante sete meses, sobre os motivos do baixo índice de inovação das academias brasileiras. O foco era descobrir o porquê de, apesar do aumento recente no número de publicações de artigos nacionais em revistas científicas de impacto por parte da academia, poucas dessas pesquisas chegam ao mercado sob a forma de produtos, processos ou serviços. Durante o estudo, descobri que a causa principal do problema não se encontrava na academia ou na indústria, como esperávamos, mas, sim, no processo de educação básica das crianças. Ao longo do ensino fundamental, perde-se o interesse em matérias ligadas a ciência e matemática, o que é refletido mais tarde nos ciclos de educação universitária e posteriormente, no mercado e na indústria.

 Por que escolheu o curso?

Por perceber que o curso me daria o know-how necessário à busca de pesquisas e artigos científicos do chamado “estado da arte” das áreas de meu interesse, fator essencial para a construção, desenvolvimento, implementação e entrega de projetos de inovação.

Quais foram alguns desafios e vantagens que você enfrentou no começo, meio e fim do curso?

O principal desafio enfrentado foi entender como a base de conhecimento oferecida pelo curso poderia se alinhar e ajudar no desenvolvimento das minhas competências e habilidades. A principal vantagem percebida por mim ao fazer o curso, foi a amplitude de visão de mundo gerada por meio do vasto conhecimento cultural, técnico e acadêmico apresentado pelos professores do CID.

 Quais são algumas dicas que você daria para os alunos que estão entrando no curso?

Na minha opinião, acredito que a melhor dica a ser dada é que o conhecimento não deve se restringir ao positivismo muitas vezes imposto pela academia. Além disso, os gostos e interesses pessoais devem servir de motores para o engrandecimento das informações passadas em sala de aula, fazendo com que a curiosidade e a troca de ideias dialética sirvam de pontes para a construção de um conhecimento mais bem estruturado e de impacto econômico e social.

O que você fez depois de ter se formado?

Estou no último semestre do curso, mas pretendo seguir trabalhando com educação e projetos na área de inovação.

Como estão servindo os conceitos e a experiência que você teve durante a graduação atualmente?

Ele é a base do que eu e meus colegas de CID estamos construindo na Escola de Inventor. Nosso sonho é que as bibliotecas brasileiras passem a adotar o modelo de espaços maker e centros de aprendizagem ativa (e não só de estudo e leitura silenciosa), como já vem ocorrendo em países mais desenvolvidos, notadamente nos EUA e na Europa.

O que você pretende para o futuro?

Transformar a  Escola de Inventor em uma referência no desenvolvimento de métodos ativos de aprendizagem e transportar esse conhecimento para as redes públicas de ensino, Brasil afora.

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